....Electra 7 / Animals..Electra 7 / Animais....

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This edition’s press file focuses on the topic of “Animals” – which rights, limits and duties do we owe them? The “animal issue” has emerged as one of the great banners of contemporary society. Sociologist Alessandro Dal Lago follows the history of the indifference of philosophers towards the animal world; philosopher Vinciane Despret analyses the behaviour of birds and their political and imaginary analogies; philosopher Boyan Manchev discusses ecopolitics and animal politics; professor of neurology Massimo Filippi explores the divide between Human and Animal.

In the section “Diagonal”, the cult of heritage and the way it is used politically is discussed apropos of the partial destruction of the Notre-Dame cathedral, in a series of essays illustrated by images by photographer André Cepeda.

The story of the Marquise Casati – muse, patron, worldly figure –, who turned her life into a work of art, defined trends and predicted the artistic and cultural attitudes of the 20th and 21st centuries, is told by José Manuel dos Santos in the section “Figure”.

Hisham Mayet, filmmaker, researcher and founder of the record label Sublime Frequencies, is interviewed by photographers and editors André Príncipe and José Pedro Cortes, who run through the narrative with a visual essay.

This issue’s portfolio is by Dutch artist Magali Reus. It was specifically designed for Electra and it marks her first incursion into photography.

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O dossier desta edição trata dos “Animais” — que direitos, que limites, que deveres para com eles? A “questão animal” emergiu como uma das grandes bandeiras da contemporaneidade. O sociólogo Alessandro Dal Lago percorre a história da indiferença dos filósofos para com o mundo animal; a filósofa Vinciane Despret analisa o comportamento dos pássaros e as suas analogias políticas e imaginárias; o filósofo Boyan Manchev fala-nos de ecopolítica e política animal; o professor de neurologia Massimo Filippi aborda a divisão entre Humano e Animal.

Na secção “Diagonal”, discute-se o culto do património e o seu uso político a propósito da destruição parcial da catedral de Notre-Dame, em ensaios acompanhados por imagens do fotógrafo André Cepeda.

A história da Marquesa Casati – musa, mecenas, mundana – que fez da sua vida uma obra de arte e anunciou as modas e adivinhou as atitudes artísticas e culturais do século XX e XXI é contada, por José Manuel dos Santos, na secção “Figura”.

Hisham Mayet, cineasta, músico, investigador e fundador da editora Sublime Frequencies, é entrevistado pelos fotógrafos e editores André Príncipe e José Pedro Cortes que acompanham essa narrativa de um ensaio visual.

O portfólio deste número é da artista holandesa Magali Reus, especialmente concebido para a Electra e que inaugura a sua incursão pela fotografia.

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266 pages
27 x 20 cm
softcover

ISBN 978 972 8909 918

Director / José Manuel dos Santos
Editor / António Guerreiro
Portfolio / Magali Reus

Published by Fundação EDP
Fall 2019

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266 páginas
27 x 20 cm
capa mole

ISBN 978 972 8909 925 

Director / José Manuel dos Santos
Editor / António Guerreiro
Portfólio / Magali Reus

Publicado por Fundação EDP
Outono 2019

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“[…] I have to go back a little. To September 11, 2001. The Big Bang! The new world order, the most important date since WW2. […] I remember the most distinct image that morning on the TV. I’m watching the planes hitting the towers repeatedly and then, all of a sudden, there was a shot of these kids celebrating and burning the American flag in Gaza. Children from Gaza!? That’s when I knew… My heart just sank and sank and sank. I knew that this was the end. I think that part of my soul died watching that clip, because I knew who the enemy was going to be.”

— Hisham Mayet

"She wanted to be a 'living work of art' and everything that she wore and used (dresses, hats, jewellery, accesories, things, works of art, people, animals, gestures, senses and feelings) was designed to achieve this. She was a constant, tireless performer. Everything about her was the art of herself."

 — José Manuel dos Santos

“[…] Man has established himself and continues to establish himself as an unequivocally superior entity, distinct from the rest of the world, an entity special enough to assume that all other creatures are at his complete disposal. This difference is described as ontological and natural and therefore — since for the West nature has no history — unchangeable."

 — Massimo Filippi

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“[…] vou ter de recuar um bocadinho, até o dia 11 de Setembro de 2001. O ‘Big Bang’! A nova ordem mundial, a data mais importante após a Segunda Guerra Mundial. […] Lembro-me da imagem mais nítida dessa manhã: Os aviões a embater nas torres uma e outra vez e, de repente, o plano de uns miúdos a festejar e a queimar a bandeira norteamericana em Gaza. Crianças de Gaza? Então percebi! O meu coração apertou-se, ficou em pedra. Aquilo era o fim. Acho que parte da minha alma morreu ao ver aquilo, percebi quem é que ia ser o inimigo.”

— Hisham Mayet

"Queria ser uma «obra de arte vivente» e tudo o que usava (vestidos, chapéus, jóias, adereços, objectos, obras de arte, palácios, pessoas, animais, gestos, sentidos, sentimentos) tinha o propósito de a tornar nisso. Era uma performer contínua, incansável e ininterrupta. Tudo nela era a arte de si mesma."

 — José Manuel dos Santos

“[…] o Homem constituiu-se e constitui-se, sempre e de todo o modo, como uma entidade superior e exterior ao resto do mundo, uma entidade tão especial que considera que todas as outras criaturas estão à sua inteira disposição. Esta diferença é descrita como ontológica, natural e, como tal — já que, para o Ocidente, a Natureza não tem história —, inalterável."

 — Massimo Filippi

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